Dia 05 – Você costuma ler graphic novels e/ou gibis?

Publicação: 6 de outubro de 2012

Dia 05 – Você costuma ler graphic novels e/ou gibis?  Gosta? Não gosta? Tem algum que seja o favorito? Fale sobre isso.

 

Minha recente obcessão com a A Casta dos Metabarões, que citei em quase todos os dias do meme até agora já responde isso com um sonoro “SIM, eu leio HQs e gosto muito.”

Eu tive a sorte de ser exposta a histórias em quadrinhos muito boas quando ainda era muito jovem.

Li uma graphic novel da Vertigo pela primeira vez com o quê, onze anos? Tinha 13 quando a editora Abril lançou a revista Vertigo, e eu tive a chance de ser apresentada a John Constantine ao mesmo tempo que lia Eliphas Levi pela primeira vez… “mindfucking”.  Na verdade, eu já tinha visto o Constantine no Monstro do Pântano bem antes, mas não tinha me chamado muita atenção.

Lia X-Man e Wolverine, e lia Tio Patinhas e Duck Tales, e também todas as revistinhas bizarras que caiam na minha mão – coisas como Popples, Wuzzles, Ursinhos Gummy, entre outras coisas surreais. E Fantasma e Mandrake, porque minha avó era fã. E Conan.

Mas acho que o ponto focal da minha paixão foi, sem dúvida alguma, Akira.

Eu conhecia animes e mangás, mas só o básico possível em um Brasil pré-internet. Era fanática por Macross, Yamato, Honey Honey. Conhecia Osamu Tezuka, e mais que tudo, conhecia Lobo Solitário.Tinha uma edição perdida com umas histórias do Lobo Solitário e eu reli até ter decorado as falas.

E então meu pai chegou em casa com a primeira edição de Akira. E minha nossa, nós piramos.

Eu sei que era meio nova para ler um treco feito Akira (tinha 9 anos). Mas era o comecinho dos anos 90, e eu já tinha uma vivência considerável; óbvio que eu precisei reler tudo mais velha para poder entender certas coisas, mas eu descobri algumas coisas incríveis. Sobre ficção científica, sobre mangá, sobre histórias seriadas.Meu, era Akira. Eu vi a história acontecer e um mangá começar a ser publicado no Brasil! (fiz 30 anos essa semana e me sinto no direito de ter um momento nostalgia.) Sim, era formato americano, páginas coloridas e lidas de modo ocidental, mas perto do quase nada que tínhamos, ter acesso a algo que se tornou um clássico, era magia pura.

E então faltando 5 números para o fim, a editora Globo parou de lançar.E nós ficamos anos esperando para saber o fim da história. Quando, em 97, as revistas começaram a aparecer, a gente ficou tão empolgado que compramos duas vezes a última, rs.

Aos 15 anos eu já tinha descoberto o caminho para a Gibiteca Henfil. Passei tardes lendo Lobo Solitário, todas as graphic novels que eu encontrava, e Sandman.

Eu descobria Neil Gaiman, e o mundo se tornava um lugar mais vívido.

Neil Gaiman… eu falo dele outra hora.

O fato é que eu adoro a possibilidade de se contar uma história em múltiplos meios. Passei a ter não só escritores favoritos, mas desenhistas também.

Depois de um tempo eu desencanei das editoras grandes. DC eu leio Vertigo, Marvel eu parei de ler quando tiraram o adamantium do Wolverine.

Peguei gosto por editoras pequenas e selos diferentes. Histórias mais artísticas, pequenas tiragens, coisas que fogem do óbvio.

E se vocês me deixarem continuar, eu vou escrever SEM PAUSA por meses…

o que pode ser interpetado como uma resposta “sim, eu costume ler HQs”. hahahahahahaha

 

 

 


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